quarta-feira, 5 de dezembro de 2012



ESCOLA ESPAÇO VIVO DE EDUCAÇÃO

À medida que as crianças crescem, confrontam-se com fatos e realidades diferentes, fenômenos e coisas que as cercam, perguntam reúnem informações, instigam-se, elaboram e reelaboram conhecimentos observados anteriormente, arriscam respostas e formulam hipóteses.
Geram mudanças no modo de pensar sobre a natureza, seu mundo social e sua cultura, visto que, nos primeiros anos de vida, elas se apropriam de conhecimentos práticos do seu dia-a-dia através desse contato com o mundo. Dessa maneira a escola propicia aos alunos o desenvolvimento de sua capacidade cognitiva, afetiva e social.
De acordo com as ideias de Vygostky o processo educativo pode ser caracterizado como essencialmente social. Isto é através das relações sociais, das relações com os outros, a criança vai se apropriando das práticas culturais da sociedade em que está inserida.
Enfatizam, ainda, que  a qualidade da experiência vivida pelo indivíduo com o outro imprime um sentido afetivo ao objeto de conhecimento. Portanto alem da emoção de ordem positiva, as negativas (medo, vergonha etc) também produzem seus efeitos no processo educativo. Por esse motivo, para que a criança possa ousar, pensar, questionar, debater, romper paradigmas, ela precisa estabelecer relações interpessoais positivas.
No momento em que a criança chega pela primeira vez à escola, acontece um rompimento parcial de sua vida familiar. A partir daí, a criança passa por uma nova experiência de socialização, que é uma continuação do que vem acontecendo no contexto familiar desde o nascimento. Por conta disso, a criança precisa se sentir aceita, bem recebida e segura, pois dessa forma, aquela nova experiência passa a ter um significado afetivo positivo para ela. Quando a criança sente que os indivíduos participantes desse novo contexto ( a escola) são compreensivos, democráticos e tentam ajudá-la com dedicação, possibilita-se o sucesso dos objetivos educativos.
Para Wallon é através da emoção que o aluno exterioriza seus desejos e suas vontades. Portanto, além de demonstrar carisma, nós professores precisamos estar atentos aos nossos alunos, mostrando-lhe acessível, dando abertura para que ele sinta-se seguro ao se expressarem. 
É importante saber ouvir o que o aluno tem a dizer, valorizando-o. Enfim, precisamos prepara-los para os problemas concretos da vida, ou seja, devemos ensinar nossos alunos a serem pensadores, e não retentores de informações.

Educar não é simplesmente repetir palavras, porém, para conhecer o verdadeiro sentido de educar, o educador precisa, antes de tudo, ter em mente qual sua real função educativa e social.

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